Nos dias 17 e 18 de agosto, a Globo Technologies participa de dois painéis do Congresso da SET EXPO. Um está na trilha de infraestrutura, o outro na de negócios. Vistos juntos, eles descrevem a mesma virada.

No dia 17/08, às 15h40, a Sala 4 da SET EXPO recebe um painel sobre infraestrutura e conectividade, com moderação de Carolina Duca, Diretora de Infraestrutura e Telecom da Globo. Na terça, dia 18/08 às 12h20, a Sala 3 recebe um painel sobre negócios, com Camilla Cintra, Head da Globo Technologies, entre os palestrantes. Duas trilhas, dois públicos, duas conversas que a indústria costuma manter em salas separadas — e que, este ano, tratam do mesmo assunto por caminhos diferentes.
A Globo Technologies está nas duas.
A palavra “operação” mudou de sentido
Durante muito tempo, operar tecnologia de mídia significou dominar equipamentos. Havia uma caixa para cada função, um especialista para cada caixa, e a competência mais valiosa era a profundidade: conhecer aquele sistema melhor do que ninguém, inclusive melhor do que o manual.
Essa descrição envelheceu. Infraestrutura, software, cloud, dados, automação e inteligência artificial deixaram de ser camadas vizinhas e passaram a ser um ambiente só. O trabalho difícil migrou de lugar. Não está mais dentro de cada sistema — está entre eles: no desenho das integrações, na decisão sobre o que automatizar, na definição de quem responde pelo quê quando algo falha às três da manhã em plena transmissão.
É a diferença entre operar e orquestrar. E ela cobra um preço organizacional que raramente aparece no roadmap: a fronteira entre mídia, TI, telecom e produto some, os times precisam ser remontados, e a competência escassa deixa de ser a profundidade em um sistema para virar a capacidade de enxergar o encadeamento inteiro. A IA acelera a execução dessa cadeia; ela não decide o desenho dela. Decidir continua sendo trabalho humano — e é sobre esse trabalho que o painel de 17 de agosto se debruça.
A vantagem que não vem do orçamento
O painel do dia seguinte parte de uma constatação desconfortável: nenhuma empresa brasileira vence uma big tech pelo tamanho do orçamento de pesquisa e desenvolvimento. Insistir nesse jogo é escolher perder devagar.
O que sobra não é pouco. Sobra proximidade: dados que são seus e de mais ninguém, relação direta com quem consome, conhecimento do comportamento local que nenhum benchmark global captura, e um ciclo curto entre ter uma ideia, testá-la e decidir se ela vive ou morre. Competir de forma assimétrica é escolher o terreno em que o tamanho do concorrente deixa de ser vantagem — e ter disciplina para medir o resultado com honestidade, escalando o que funciona e matando o que só parecia promissor.
Por que a Globo Technologies participa das duas conversas
Porque a empresa é, ela própria, um Case das duas.
A infraestrutura que a Globo Technologies oferece hoje ao mercado não foi concebida como produto. Ela nasceu como necessidade interna de uma operação que não pode falhar: streaming, portais e transmissões ao vivo de eventos com audiência simultânea em escala nacional, em que uma queda de dois minutos é um problema público. Foi construída sob pressão real, com restrições reais, resolvendo problemas que apareceram antes de existir qualquer plano comercial.
Isso inverte a ordem habitual do mercado de tecnologia. O caminho comum é construir uma plataforma e depois sair à procura de casos de uso que a justifiquem. Aqui, o caso de uso veio primeiro — e era o mais duro disponível no país. A CDN de vídeo, as práticas de FinOps para ambientes multicloud, a operação de segurança, as redes privativas: cada uma dessas frentes existe porque uma operação interna precisou dela para continuar no ar.
É por isso que a mesma empresa cabe nos dois painéis. Na Sala 4, ela chega como quem viveu a passagem de operar para orquestrar — inclusive na parte que ninguém coloca no slide, que é remontar times e redistribuir responsabilidades. Na Sala 3, ela chega como exemplo do movimento seguinte: tecnologia construída por dentro que se torna produto, receita e vantagem competitiva, sem depender de superar ninguém em orçamento.
Agenda
Da Operação à Orquestração: os novos desafios da Tecnologia de Mídia na Era da IA
17/08, 15h40 — Sala 4 · Infra & Conectividade
Moderação: Carolina Duca, Diretora de Infraestrutura e Telecom da Globo
Palestrantes: Rodrigo Schiavini, CRO da Magalu Cloud, e Luiz Faray, Consultor de Transformação Digital e Inovação do Google
https://set.org.br/events/setexpo/programacao-2026/#painel-203066
Da experimentação ao negócio: como empresas brasileiras transformam tecnologia em vantagem competitiva
18/08, 12h20 — Sala 3 · Negócios
Moderação: Daniela Souza, Conselheira da SET e CEO da AD Digital
Palestrantes: Camilla Cintra, Head da Globo Technologies, e Rodrigo Schiavini, CRO da Magalu Cloud
A SET EXPO 2026 acontece de 17 a 20 de agosto, no Centro de Convenções do Distrito Anhembi, em São Paulo.
https://set.org.br/events/setexpo/programacao-2026/#painel-203072
